Projeção do resultado final
Parcial do TSE
Projeção × parcial ao longo da apuração
Estados · quem lidera na projeção
Por estado
Comparecimento
Cenários antes da apuração cenário · não é previsão
Precisão no teste do 1º turno de 2026
Teste: segundos turnos de governador de 2018 e 2022
Reconstituição da apuração na ordem de chegada das zonas (dados abertos do TSE). Escolha a disputa e arraste a linha do tempo.
Precisão nos 25 segundos turnos estaduais (2018 e 2022)
Erro da projeção × erro da parcial, por % de seções apuradas
Cenário de comparecimento (teste 2º turno 2022)
Divisão dos votos dos demais (teste 2º turno 2022)
Faixa de erro usada ao vivo
Como funciona
No começo da apuração os estados não chegam juntos: as urnas do Sul, do Centro-Oeste e do interior de São Paulo costumam ser totalizadas antes das do Nordeste e das capitais grandes. Por isso a parcial engana. No 1º turno de 2026, com 10% das seções apuradas, Flávio Bolsonaro aparecia com cerca de 10 pontos de vantagem; no fim, a diferença foi de 1,9 ponto.
A Kat.ia estima o resultado final usando só os dados oficiais do TSE e o histórico de votação de cada município. Não é pesquisa: não há entrevista, amostra nem opinião — só voto contado.
1. O que se espera de cada município (linha de base)
- Votos de Lula e Flávio: os do 1º turno de 2026 no município.
- Votos dos demais candidatos do 1º turno (Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Zema e outros: 7,8% dos válidos): uma fração α vai para Lula e o resto para Flávio. α é metade o comportamento de 2022 no município — a fração do ganho líquido de votos entre o 1º e o 2º turno de 2022 que foi para Lula (31,7% no Brasil), encolhida para a região imediata e a UF quando o município tem poucos votos — e metade a divisão proporcional (na proporção Lula:Flávio do município). A metade e metade vem do teste: no 2º turno de 2022, usar só o padrão do ciclo anterior (2018) errou mais no começo do que a divisão proporcional (aba Testes).
- Comparecimento: o do 1º turno de 2026 no município, ajustado por um cenário configurável: Padrão 2022 (a variação entre turnos de 2022, município a município), Igual ao 1º turno (o padrão em uso) ou Abstenção menor (10% menos abstenção em cada município). As campanhas trabalham contra a abstenção; por isso o cenário é só o ponto de partida: assim que as urnas chegam, o comparecimento medido corrige a expectativa.
- Eleitorado: o de cada município, publicado pelo TSE antes da apuração.
2. Durante a apuração
- A cada minuto o coletor lê os arquivos oficiais do TSE de cada município que mudou: seções totalizadas, eleitorado das seções apuradas, comparecimento e votos.
- Para cada município com votos, mede o desvio: participação de Lula nos votos já apurados menos a esperada.
- Também mede se a divisão dos votos dos demais candidatos está diferente do esperado: a inclinação do desvio em relação à fatia dos demais no 1º turno (onde eles tiveram mais votos, o efeito aparece mais).
- Para os municípios que ainda não chegaram (e para o que falta dos que chegaram em parte), o desvio é estimado em cascata: o do próprio município, se já tem votos; senão o da região imediata do IBGE; senão o da UF; senão o da região; senão o do Brasil. Com poucos votos num grupo, a estimativa encolhe para o grupo de cima — e, no topo, para zero (o histórico puro).
- O mesmo vale para o comparecimento: a razão entre o comparecimento observado e o esperado nas seções já apuradas, em cascata.
- Resultado projetado = votos já apurados + votos que faltam (eleitorado que falta × comparecimento estimado × participação estimada), somados em todo o Brasil e em cada UF.
3. A faixa de erro
A faixa (±) não é inventada: é o maior erro que a projeção teve, em qualquer dos testes, daquele ponto da apuração em diante (presidente: 4 testes nacionais; governador: percentil 90 dos 25 segundos turnos estaduais de 2018 e 2022). Ao vivo, ela também é alargada pela diferença entre os três cenários de comparecimento, que some conforme a apuração mede o comparecimento de verdade.
4. Os testes
O modelo foi testado reconstituindo apurações passadas na ordem real de chegada e comparando, a cada ponto, a projeção e a parcial com o resultado final. A ordem vem dos dados abertos do TSE (detalhe_votacao_munzona), que trazem a hora em que cada zona eleitoral de cada município terminou de ser totalizada. A curva de cada zona até essa hora é uma rampa (começa após 35% do tempo que a zona levou e sobe rápido, com cauda no fim), ajustada à única série minuto a minuto que temos da noite de 04/10/2026 — o % de seções apuradas da Bahia e o número de municípios baianos com alguma seção, gravados pelo coletor da apuração da BA (erro médio de 2,3 pontos no % apurado). Dentro de cada zona, os votos chegam na proporção do resultado final da zona.
Limites dos testes: a hora de cada seção não é pública, então dentro de uma zona a reconstituição não tem ordem — o viés real do começo pode ser maior (na noite do 2º turno de 2022, Bolsonaro liderou a parcial durante boa parte da apuração; na reconstituição, a parcial fica perto do resultado final desde cedo) ou menor (no 1º turno de 2026, a reconstituição mostra Flávio cerca de 16 pontos à frente com 10% apurado; na noite, foram cerca de 10). Em 2018 a divulgação só começou às 19h; o teste usa a ordem de totalização mesmo assim. O DF é um só município com a mesma hora para todas as zonas: lá a projeção é igual à parcial.
5. O que pode dar errado no domingo
- Se a divisão dos votos dos demais ou o comparecimento mudarem de um jeito que as primeiras urnas não mostram, o erro do começo pode passar da faixa.
- Nas primeiras urnas (abaixo de ~5% apurado) a projeção ainda é quase só o histórico. Leia a faixa.
- Se o TSE atrasar ou mudar os arquivos, o coletor tenta de novo; a página mostra a hora do último dado.
Código e dados reprodutíveis: scripts no repositório (preparar.py, testar.mjs, base-ao-vivo.mjs, coletor.mjs). Toda cifra desta página sai de cálculo sobre os arquivos do TSE.